Consumo de combustível continua sendo importante, mas especialistas alertam que segurança, manutenção e rotina de uso também fazem diferença na escolha do modelo ideal
Na hora de comprar um carro 1.0, a primeira pergunta costuma ser a mesma: qual faz mais quilômetros por litro? Embora o consumo ainda seja um dos principais critérios de escolha, especialistas afirmam que é importante avaliar outros atributos.
Nos últimos anos, os modelos 1.0 deixaram para trás a imagem de “carro popular”. Além de mais eficientes, passaram a oferecer recursos de tecnologia, conforto e segurança que antes eram exclusivos de categorias superiores. Com isso, escolher o modelo ideal passou a exigir uma análise mais ampla, que envolve desde o perfil do motorista até os custos de manutenção ao longo dos anos.
“O consumidor mudou bastante. Hoje ele procura economia, mas também valoriza inovação, praticidade e proteção. Por isso, a escolha deve considerar como o carro será utilizado no dia a dia, e não apenas o consumo informado pelo fabricante”, explica Daniel Pereira, diretor comercial da Saga Tudo Chevrolet.
Entenda como será o uso do carro
A primeira pergunta não deveria ser qual é o carro mais econômico, mas sim como ele será utilizado. Quem enfrenta trânsito diariamente ou precisa estacionar em espaços reduzidos, por exemplo, costuma se adaptar melhor aos modelos hatch, que corresponde a um modelo de veículo com traseira mais curta e reta. Já famílias maiores ou pessoas que viajam com frequência devem considerar fatores como espaço interno e capacidade do porta-malas.
“Cada motorista possui uma necessidade diferente. O carro ideal para quem circula apenas na cidade pode não ser o mais adequado para quem viaja constantemente. Entender a rotina é o primeiro passo para fazer uma boa escolha”, afirma Daniel.
O menor preço nem sempre representa a melhor compra
Outro erro comum é avaliar apenas o valor de compra do veículo. Custos como seguro, revisões, disponibilidade de peças e assistência técnica também influenciam diretamente no orçamento ao longo do tempo. “O consumidor deve olhar para o custo total de propriedade. O valor do seguro, as revisões programadas, a rede de atendimento da marca e até as opções de financiamento fazem diferença na experiência de quem ficará vários anos com o veículo”, destaca.
Segundo Daniel, modelos consolidados no mercado costumam reunir características valorizadas pelos consumidores, como baixo consumo, manutenção acessível e boa liquidez na revenda. Um exemplo é o Chevrolet Onix, que já ultrapassou a marca de três milhões de unidades vendidas desde o lançamento. “Esse número mostra que o consumidor encontrou um equilíbrio entre desempenho, economia e confiabilidade. É um modelo que marcou gerações e continua sendo uma referência entre os compactos”, comenta.
Segurança deve entrar na lista de prioridades
Se antes os carros 1.0 eram conhecidos pela simplicidade, hoje itens como controle eletrônico de estabilidade, controle de tração e múltiplos airbags passaram a fazer parte de diversas versões. “Hoje esses equipamentos são indispensáveis. Segurança deve estar entre os primeiros critérios de avaliação, até antes de alguns itens de conforto”, ressalta o especialista.
Avalie antes de comprar
Promoções e condições especiais de financiamento costumam atrair a atenção do consumidor, mas nem sempre representam o melhor negócio. “Vale fazer um test-drive, comparar versões e entender todos os custos envolvidos antes de tomar a decisão”, orienta Daniel.
Segundo ele, também é importante analisar as diferentes modalidades de compra disponíveis, como financiamento, consórcio ou a utilização de um veículo usado como parte do pagamento. Para o especialista, a permanência dos carros 1.0 entre os mais vendidos do país está ligada justamente à capacidade de acompanhar a evolução do mercado. “Poucos produtos fizeram parte da rotina de tantas famílias brasileiras. Os modelos mudaram, ganharam tecnologia, segurança e desempenho, mas continuam oferecendo aquilo que sempre foi valorizado pelo consumidor: economia e praticidade para o dia a dia”, finaliza.
Sobre o Grupo Saga
Fundado em 1972 em Goiânia, o Grupo Saga consolidou-se como uma das principais referências do setor automotivo nacional e figura entre os três maiores grupos de concessionárias do país. Presente em cinco estados e no Distrito Federal, com mais de 110 operações e um portfólio de 20 marcas, a empresa mantém uma atuação pautada pela expansão, inovação e excelência no relacionamento com o cliente.