Produção nacional de medicamentos amplia o acesso ao tratamento de câncer no Brasil
Confiabilidade e o custo acessível de medicamentos são fundamentais para a continuidade do tratamento
A produção nacional de medicamentos oncológicos essenciais e biossimilares está se tornando um pilar para ampliar o acesso ao tratamento do câncer no Brasil, ao reduzir custos, garantir o abastecimento e oferecer alternativas terapêuticas de qualidade ao Sistema Único de Saúde (SUS) e à rede privada. Enquanto o diagnóstico tardio ainda é um grande desafio, especialistas da indústria farmacêutica destacam que a disponibilidade confiável de tratamentos já consagrados é tão importante quanto os medicamentos avançados para aumentar as chances de cura dos pacientes.
De acordo com a médica do Laboratório Teuto, Dra. Karine Alves Nogueira, o diagnóstico em estágios avançados segue sendo um dos desafios da saúde pública brasileira. “Tivemos avanços científicos importantes nos últimos anos, como o desenvolvimento nacional de tecnologias e a incorporação de imunoterapias no sistema público. Porém, a grande questão é fazer com que essa inovação realmente chegue ao paciente no momento certo”, argumenta.
A produção local é um fator estratégico para solucionar esta questão, já que a indústria brasileira reduz a dependência de importações, minimiza riscos de desabastecimento e faz com que o medicamento chegue com custo mais competitivo. “Na oncologia, isso é especialmente crítico. A interrupção de um ciclo de tratamento por falta de medicamento compromete diretamente a resposta e pode impactar a sobrevida do paciente”, explica Dra. Karine.
Para a médica, a sinergia entre prevenção e tratamento é fundamental. “Vejo que o ideal é sempre a prevenção e o diagnóstico precoce. Mas, quando a doença é detectada, precisamos ter a segurança de que o tratamento estará disponível e será confiável”, comenta. Ela destaca ainda que a confiança no medicamento é decisiva: “Em uma área que lida com fármacos de estreita janela terapêutica, a confiança na pureza, estabilidade e qualidade do medicamento é decisiva para reduzir riscos de toxicidade ou falha terapêutica”, reforça.
Produção com qualidade
Nesse cenário, garantir o acesso a medicamentos essenciais surge como um ponto crítico. Magda Medrado Pontes, consultora técnica de especialidade do Teuto e farmacêutica oncológica, reforça o papel da indústria. “O nosso papel na melhoria do acesso ao tratamento é, acima de tudo, trabalhar a acessibilidade aos medicamentos”, comenta.
Magda detalha esse impacto na logística de fabricação em uma indústria. “Toda a linha de produção se torna mais eficiente com menos etapas, menos risco de atraso e maior previsibilidade. Isso é essencial para garantir que o tratamento chegue ao paciente em tempo hábil”, adverte. Ela acrescenta que a produção nacional evita: “oscilações do câmbio e os altos custos de transporte internacional, fatores que encarecem o medicamento e tornam o abastecimento menos seguro”.
O Teuto concentra sua atuação em oncologia em biossimilares, que são versões de medicamentos biológicos de alto custo, e em medicamentos de suporte essenciais. “Dentro da divisão ‘biOncologia Teuto’, buscamos ampliar o acesso a terapias de alta complexidade por meio de opções mais acessíveis”, informa Magda. Entre os produtos estão o Pegfilgrastim (Pegneucyte®), para prevenção de infecções, e o Bevacizumabe (Simbeva®), usado em múltiplos tipos de câncer.
Cuidado Integral
Além dos medicamentos oncológicos, o portfólio hospitalar da empresa oferece itens fundamentais para o suporte ao paciente. “Embora não sejam medicações oncológicas, os medicamentos da linha hospitalar são parte fundamental do tratamento do paciente com câncer, garantindo conforto, segurança, controle de sintomas e estabilidade clínica”, afirma a farmacêutica, citando analgésicos, corticosteroides e anti-inflamatórios que melhoram a qualidade de vida durante o tratamento.

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