Goiás encerra abril com alta no número de inadimplentes

 Goiás encerra abril com alta no número de inadimplentes

Levantamento do SPC Brasil mostra crescimento de 7,76% no total de consumidores negativados no estado; setor bancário concentra maior parte das dívidas

Goiás encerrou o mês de abril com aumento no número de consumidores inadimplentes. Segundo levantamento do SPC Brasil, o total de devedores no estado cresceu 7,76% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. O índice ficou acima da média da região Centro-Oeste, que registrou alta de 6,66%, mas abaixo da média nacional, de 9,25%. 

Na comparação entre março e abril deste ano, o crescimento no número de inadimplentes em Goiás foi de 0,30%. 

Os dados apontam que cada consumidor negativado no estado possui, em média, R$ 5.750,23 em dívidas. O tempo médio de atraso é de 29,5 meses, equivalente a cerca de dois anos e meio. 

A faixa etária entre 30 e 39 anos concentra a maior participação entre os inadimplentes goianos, representando 26,04% do total. 

O levantamento também revela crescimento no número de dívidas em atraso. Em abril de 2026, a alta foi de 15,73% em relação ao mesmo mês de 2025. 

O setor bancário lidera o volume de débitos, concentrando 63% das dívidas registradas no estado. 

Diante do cenário de aumento da inadimplência, programas de renegociação, como o Desenrola 2.0, são apontados pelo setor como alternativas para auxiliar consumidores na reorganização financeira.

Para o presidente da CDL Goiânia, Gustavo Henrique Marcelo de Faria, iniciativas com condições facilitadas de negociação podem contribuir para reduzir o endividamento e estimular a recuperação econômica.

“Quando surgem programas com condições reais de negociação, o consumidor passa a ter uma porta de saída. Isso impacta diretamente na redução da inadimplência e na retomada do poder de compra, que é fundamental para movimentar a economia”, afirma.

Ainda de acordo com o SPC Brasil, cada inadimplente goiano possui, em média, 2,477 dívidas em atraso, número acima da média nacional, de 2,337 dívidas por consumidor.

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