Volta às aulas exige planejamento para garantir inclusão de crianças com autismo, alerta especialista

Volta às aulas exige planejamento para garantir inclusão de crianças com autismo, alerta especialista

Especialista da Hapvida diz que planejamento, empatia e apoio adequado podem deixar experiência positiva e enriquecedora





Com o início do ano letivo, muitas famílias retomam a rotina escolar. Para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), esse período pode ser mais desafiador e exige atenção redobrada de pais e escolas. Mudanças na rotina, novos ambientes e diferentes estímulos podem causar ansiedade e dificuldade de adaptação.


Segundo o médico pediatra e pós-graduado em Psiquiatria Infantil e da Adolescência da Hapvida, Guilherme Silva Augusto, o planejamento é fundamental para reduzir o estresse das crianças com autismo. “Crianças com TEA precisam de rotina e previsibilidade. Quando a volta às aulas é bem planejada, a adaptação tende a ser mais tranquila”, explica.


“Estudos mostram que estratégias de transição bem organizadas ajudam crianças com TEA a se ajustarem melhor ao ambiente escolar, com menos sofrimento emocional”, reforça.


Rotina escolar pode gerar desconforto

O retorno às aulas envolve novos horários, regras e convivência social, o que pode ser difícil para algumas crianças com autismo. Além disso, fatores como barulho excessivo, salas cheias e luz intensa podem causar desconforto sensorial.


“Esses estímulos podem gerar crises e desorganização emocional. Por isso, é importante que a escola esteja atenta às necessidades da criança”, destaca o especialista da Hapvida.


Diálogo entre família e escola é essencial

A orientação é que os pais conversem com a escola antes do início das aulas, explicando as necessidades da criança e suas principais dificuldades. Sempre que possível, visitas antecipadas à escola ajudam a criança a se familiarizar com o ambiente.


O especialista reforça que nenhuma criança com TEA é igual à outra, o que exige intervenções individualizadas e uma atuação conjunta entre família, escola e profissionais. “Isso é essencial para garantir um ambiente mais acolhedor e inclusivo”, reforça Guilherme Augusto.


Capacitar a equipe escolar, utilizar recursos visuais, respeitar o ritmo do aluno e valorizar suas potencialidades são medidas que contribuem para um ambiente mais inclusivo.


Preparação em casa ajuda na adaptação

Atitudes simples em casa também fazem diferença, como ajustar a rotina antes do início das aulas, explicar como será o dia escolar e reforçar experiências positivas. O acompanhamento deve continuar ao longo do ano letivo.


“Cada criança com TEA é única. Com paciência, planejamento e apoio adequado, a escola pode se tornar um espaço seguro de aprendizado e desenvolvimento”, conclui o médico.

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