Especialista do Sicredi orienta sobre planejamento financeiro para 2026
Com projeção de queda nos juros e eventos como a Copa do Mundo no radar, organização antecipada e foco na poupança são chaves para um ano equilibrado.
| Consultor de negócios da Central Sicredi Brasil Central, Bruno Vendruscolo |
O início de um novo ano traz consigo o tradicional "combo de janeiro": impostos como IPVA e IPTU, além de despesas com matrículas, materiais escolares, dentre outras coisas. No entanto, para 2026, o cenário econômico exige um olhar ainda mais estratégico. Para o consultor de negócios da Central Sicredi Brasil Central, Bruno Vendruscolo, o momento pede cautela tendo em vista que o relatório Focus prevê uma taxa Selic na casa dos 12,5% e a inflação recuando para a casa dos 4%. Tudo isso especialmente em um ano repleto de feriados nacionais, com Copa do Mundo e eleições. "Será um ano de oscilações, e priorizar no orçamento é fundamental. O foco principal deve ser a recuperação de crédito para quem está endividado e a construção de uma reserva para quem busca estabilidade", explica.
O dilema de janeiro: pagar à vista ou parcelar? A dúvida sobre quitar tributos em cota única ou parcelar, ganha uma resposta matemática. Segundo Bruno, o desconto para pagamento à vista só vale a pena se for superior à taxa Selic. "Se o desconto oferecido por órgãos públicos for acima de 14% ou 15%, compensa liquidar a conta em janeiro. Além da economia real, o contribuinte elimina uma preocupação operacional do dia a dia ao longo dos meses", orienta.
Para quem não conseguiu reservar o 13º salário para as despesas, o especialista sugere buscar o parcelamento direto com as instituições, que costuma ter taxas menores que o crédito bancário comum. Caso o empréstimo seja inevitável, a dica é buscar linhas com garantias, como o FGTS, que oferecem condições mais atrativas.
Cultura de poupança: guardar antes de gastar. Dentro da filosofia do cooperativismo, uma sociedade de pessoas para pessoas, o especialista do Sicredi reforça que 2026 é o ano ideal para iniciar ou fortalecer a poupança. A recomendação é mudar a lógica tradicional: em vez de poupar o que sobra, o ideal é "se pagar" primeiro. "Se você ganha R$ 1.500,00, coloque R$ 100,00 na poupança assim que receber. Sua renda real passa a ser R$ 1.400,00. É a lógica dos grandes investidores: guardar antes de gastar", ensina o consultor. O objetivo ideal para 2026 é construir uma reserva de emergência que cubra de três a quatro meses da renda familiar, utilizando produtos tradicionais e de liquidez imediata, como a própria poupança ou CDBs e RDCs das cooperativas.
Tecnologia a favor do associado: para facilitar esse controle, o Sicredi disponibiliza em seu aplicativo ferramentas de organização financeira que centralizam ganhos e gastos em um só lugar. Através do Open Finance, o associado consegue ter uma visão completa de sua vida financeira, facilitando o entendimento do fluxo de caixa. "Essas ferramentas auxiliam o associado a entender para onde o dinheiro está indo, permitindo que a poupança mensal cresça de forma sustentável", conclui Bruno.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 9,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.