Do brócolis à batata: como transformar os vilões da seletividade em aliados da nutrição infantil
Nutricionista do Oba Hortifruti, Marina Ossick, ensina estratégias simples para que crianças aceitem legumes e verduras sem pressão, usando criatividade, lúdico e repetição.
| Foto: Divulgação |
Cenouras “esquecidas” no prato, brócolis deixados de lado e longas negociações à mesa. A cena é comum em muitas famílias e tem nome: seletividade alimentar. Esse comportamento, marcado pela recusa a determinados alimentos, especialmente legumes, verduras e alguns tubérculos, é mais frequente do que se imagina na infância. A nutricionista do Oba Hortifruti, Marina Ossick, especialista em nutrição infantil, explica que, na maioria dos casos, trata-se de uma fase passageira e parte natural do desenvolvimento.
“É importante entender que seletividade não é sinônimo de problema. Muitas vezes, a criança apenas precisa de tempo, exposição e experiências positivas para aceitar novos sabores”, afirma Marina.
Embora estudos apontem que de 25% a 35% das crianças em idade pré-escolar sejam descritas pelos pais como seletivas, somente uma pequena parcela (1% a 5%) realmente apresenta dificuldade alimentar persistente. Na maioria dos lares, o que falta é estratégia e paciência.
Os campeões de rejeição são quase sempre os mesmos: brócolis, cenoura e batata. O sabor mais marcante, a textura e até a aparência podem causar resistência. Mas, com criatividade, eles podem virar protagonistas no prato. Assar o brócolis até ficar crocante, preparar a cenoura em formato de palito “do superpoder laranja” ou transformar a batata em purê colorido com legumes misturados são táticas simples que despertam a curiosidade.
“O ideal é começar com versões mais sequinhas e crocantes, que costumam agradar mais. Depois, gradualmente, variar texturas e modos de preparo. A aceitação vem da repetição, não da pressão”, orienta a nutricionista.
Marina reforça que a alimentação não deve virar um campo de batalha: “A função dos pais é oferecer e criar um ambiente tranquilo. A da criança, experimentar e descobrir. Comer é uma construção, não uma imposição.”
Marina dá dicas de atitudes que fazem diferença no dia a dia:
- Oferecer os alimentos sem forçar — deixar a criança cheirar, tocar e brincar antes de comer.
- Trazer variedade nas cores e formas.
- Envolver os pequenos no preparo, mexer a massa, lavar o brócolis ou montar o prato.
- Repetir o mesmo alimento de maneiras diferentes, com paciência e leveza.
E, se a recusa persistir, vale conversar com um nutricionista para avaliar o quadro e evitar carências de nutrientes como ferro, zinco e vitaminas do complexo B.
O aprendizado também acontece pela imaginação. Em uma iniciativa que une nutrição, afeto e diversão, o Oba Hortifruti apresenta a nova fase dos Vitaminics, personagens inspirados em frutas e legumes que ganham vida para ajudar as famílias nessa jornada. Coloridos e cheios de energia, eles convidam as crianças a descobrir novos sabores, transformando a hora da refeição em uma aventura de descobertas.
A seletividade alimentar não deve ser vista como falha, mas como um convite à empatia. Forçar, punir ou chantagear tende a gerar o efeito contrário, mais resistência. “Quando os pais entendem que alimentar uma criança é um processo de confiança, tudo muda. A meta não é que ela coma muito, mas que aprenda a gostar de comer bem”, destaca Marina.
Com um pouco de criatividade, paciência e afeto, até o temido brócolis pode virar um super-herói no prato, e o momento da refeição, um encontro leve e cheio de significado. Para colocar as estratégias em prática, Marina preparou algumas receitas simples e nutritivas que transformam legumes e verduras em pratos saborosos e atrativos para as crianças. “Cada receita deve incentivar a experimentação sem pressão, e promover uma relação positiva com a comida e auxiliar os pequenos a ampliar seu repertório alimentar de forma prazerosa”, diz a nutricionista.
Top 10 alimentos mais rejeitados por crianças
1. Brócolis – Sabor amargo e textura fibrosa dificultam a aceitação.
2. Espinafre – Folhas escuras com sabor intenso; aparência pouco atrativa.
3. Couve-flor – Cheiro característico e textura firme podem gerar recusa.
4. Berinjela – Textura macia, mas viscosa e sabor levemente amargo.
5. Chuchu – Aparência pálida e sabor suave podem parecer sem graça para a criança.
6. Jiló – Amargor intenso é geralmente rejeitado por crianças pequenas.
7. Cenoura (crua) – Textura firme e crocante pode incomodar alguns paladares sensíveis, cozida, a aceitação costuma melhorar.
8. Beterraba – Cor intensa e sabor terroso podem assustar os pequenos.
9. Tomate – Acidez ou textura gelatinosa podem gerar resistência.
10. Batata (cozida simples) – Normalmente aceita em purês ou frita, mas pode ser rejeitada se a textura estiver pastosa ou pouco temperada.
Quiabo empanado
- 250g de quiabo picado
- 60g de farinha de grão-de-bico
- 125ml de água
- ½ colher de sopa de sal
- ¼ colher de chá de lemon pepper ou tempero da preferência
- 1 colher de chá de azeite de oliva
Para empanar:
- 100g de farinha panko
- 1 colher de sopa de páprica defumada
- ½ colher de sopa de cebola em pó
Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno a 220 °C e prepare uma forma com papel antiaderente. Em uma tigela, misture a farinha de grão-de-bico, a água, o azeite, o sal com alho e misture bem até ficar homogêneo. Em outra tigela adicione a farinha panko e tempere com os temperos selecionados. Primeiro, mergulhe o quiabo cortado na tigela da massa, cubra todo o pedaço com a massa e escorra bem. Depois empane na outra tigela, cobrindo bem com a farinha e colocando na forma. Borrife azeite de oliva sobre os quiabos para dourarem bem e asse por 20 a 25 minutos. Retire do forno e sirva como aperitivo, lanche ou acompanhamento.
Couve-flor na fritadeira elétrica
- 1 couve-flor
- 2 colheres de sopa de azeite
- 1 colher de sopa de mel
- 1 colher de sopa de extrato de tomate
- 1 colher de chá de sal
- 2 colheres de chá de páprica doce
- Pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Modo de preparo
Descarte as folhas e a base grossa do talo e corte a couve-flor em floretes médios com cerca de 4 cm. Transfira para uma tigela, cubra com água e lave bem. Seque os floretes numa centrífuga para salada, quanto mais sequinhos estiverem, melhor para dourar na fritadeira elétrica. Preaqueça a fritadeira a 160 °C e programe para assar por 25 minutos. Adicione o azeite, o mel, o extrato de tomate, a páprica, tempere com pimenta a gosto e misture bem. Coloque a couve-flor seca numa tigela, adicione a marinada e misture bem para envolver todos os pedaços. Transfira a couve-flor para a fritadeira e deixe assar por 25 minutos, até dourar. Na metade do tempo, abra a gaveta e misture os floretes para assarem por igual. Sirva a seguir.
Chips de maçã
- 2 maçãs fuji
Modo de preparo:
Lave, seque e corte as maçãs ao meio, no sentido do comprimento. Descarte as sementes e corte cada metade em meias-luas finas de cerca de 0,5 cm (se preferir, utilize um mandolin). Programe a fritadeira elétrica para 200°C por 8 minutos. Transfira a maçã para o cesto da fritadeira, espalhando bem as fatias, quanto mais espalhadas as fatias estiverem, mais uniforme será o cozimento. Feche a gaveta e deixe as maçãs assarem pelo tempo programado, até começarem a dourar. Abra a gaveta e, com uma pinça, misture as fatias de maçã. Feche novamente e programe para 120 °C por 25 minutos. Na metade do tempo, abra a gaveta novamente e misture as fatias para dourarem por igual. Transfira os chips de maçã para uma travessa e deixe esfriar completamente antes de servir ou armazenar. Os chips saem da fritadeira dourados, sequinhos e levemente macios. Elas terminam de ficar crocantes depois que esfriam. Os chips podem ser armazenados num pote com fechamento hermético por até 1 semana em temperatura ambiente.
SOBRE O OBA HORTIFRUTI - A rede é referência em qualidade e variedade de produtos, e oferece diariamente um atendimento mais próximo, que prioriza o relacionamento com o cliente, garantindo o equilíbrio perfeito entre sabor e saúde para a vida das pessoas. Acredita que reunir a família e os amigos ao redor da mesa é um momento gostoso e saudável. Referência em saudabilidade e prazer em comer bem, o Oba é fonte para quem deseja manter uma boa alimentação.
Em agosto de 2025, o Oba foi eleito pelos paulistanos o melhor hortifrúti pela 5ª vez, segundo a pesquisa DataFolha.
A rede já foi premiada duas vezes pela Folha de S. Paulo, na pesquisa Top Of Mind, como a marca mais lembrada pelos brasileiros na categoria hortifrúti, pela edição da revista Veja Comer & Beber, como o estabelecimento mais amado pelos paulistanos e também no ranking IBEVAR -- FIA 2020, como uma das empresas mais eficientes do varejo brasileiro.
Atualmente, a marca possui mais de 70 lojas espalhadas pelos Estados de São Paulo, Goiás e Distrito Federal.
Com mais de 45 anos de história, o Oba expandiu sua atuação no mercado com setores de frios e laticínios, açougue, adega, mercearia, importação própria, pré-lavados, lanchonete, floricultura, padaria e restaurante, que complementam o setor de hortifrúti.

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